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Queimação, azia e desconforto na região do tórax. Com certeza você já teve algum (ou todos) desses sintomas. Apesar de serem relativamente comuns, quando se tornam constantes na rotina de uma pessoa deixam de ser normais e é preciso buscar um especialista que investigue a situação. 

É estimado que cerca de 12% da população brasileira sofra com os sintomas do refluxo gastroesofágico. Essa condição está totalmente ligada com os nossos hábitos alimentares. Por isso, pequenas mudanças podem ser o suficiente para ajudar a controlá-la. 

O Programa FazBem traz mais informações para você ficar por dentro de tudo sobre o refluxo gastroesofágico, além de dicas de alimentação e estilo de vida que vão fazer a diferença.

o que é

Refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago.

Para entender melhor, imagine o processo: os alimentos mastigados na boca passam pela faringe, pelo esôfago (um tubo que desce pelo tórax na frente da coluna vertebral) e caem no estômago.

Nesse caminho, entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico entre no esôfago, isso acontece porque a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante.

Esse retorno involuntário e repetitivo do suco gástrico pode causar queimação no tórax, sensação de azia e até vômitos, além de um sabor desagradável que pode até ser sentido na garganta.

Referências:

[1] http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2575-refluxo-gastroesofagico


BR-7252 - Expiration Date: 25/11/2021

sintomas

Os sintomas do refluxo gastroesofágico são muito comuns, mas, se frequentes, é importante prestar atenção. Veja os principais sintomas:

  • Azia ou queimação que se origina na boca do estômago, mas pode atingir até a garganta;
  • Dor torácica intensa, que pode ser confundida com a dor da angina e do infarto do miocárdio;
  • Tosse seca;
  • Doenças pulmonares de repetição, como pneumonias, bronquites e asma.

Referências:

[1] http://bvsms.saude.gov.br/dicas-em-saude/2575-refluxo-gastroesofagico


BR-7252 - Expiration Date: 25/11/2021

quem está sujeito

Algumas pessoas têm mais chances de apresentar a doença do refluxo gastroesofágico:

  • Crianças com problemas neurológicos ou prematuras;
  • Obesos;
  • Portadores de doenças pulmonares;
  • Pessoas com malformações congênitas do sistema digestório (hérnia hiatal, hérnia diafragmática, atresia esofágica, fistula traqueoesofágica);

Além disso, alguns hábitos podem representar fatores de risco importantes:

  • Refeições volumosas antes de dormir;
  • Aumento da pressão intra-abdominal;
  • Ingestão em excesso de alimentos como café, chá preto, chá mate, chocolate, molho de tomate, comidas ácidas em geral, bebidas alcoólicas e gasosas.

diagnóstico

O primeiro passo para o diagnóstico é uma conversa e exame no consultório do médico, em que ele deve observar e entender os sintomas do paciente, a frequência, intensidade e duração.

Depois disso, o médico pode solicitar uma endoscopia digestiva alta (EDA) para avaliar se há alguma lesão causada pelo refluxo. Outros exames que podem ser solicitados são a pHmetria e a impedanciopHmetria esofágica, que documentam a exposição ácida no esôfago e são métodos diagnósticos específicos e sensíveis para diagnóstico do refluxo e sua correlação com os sintomas citados pelo paciente. 

Referências:

[1] http://www.sbmdn.org.br/doenca-do-refluxo-gastroesofagico-drge/


BR-7252 - Expiration Date: 25/11/2021

prevenção

Alguns hábitos podem ajudar a prevenir o desenvolvimento do refluxo gastroesofágico. Veja a seguir:

  • Evitar comer em grandes quantidades de uma só vez;
  • Evitar bebidas e alimentos que tenham cafeína na composição;
  • Evitar frituras, pimenta, molho de tomate, sucos cítricos e álcool;
  • Evitar se deitar logo após as refeições, esperando, no mínimo 1h30;
  • Não fumar.

tratamento

O tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) tem o objetivo de controlar os sintomas, cicatrizar as lesões (se existentes) e prevenir complicações. Ele é muito específico para cada caso, podendo ser clínico ou cirúrgico e deve ser acompanhado por um médico. Os medicamentos que são indicados no tratamento da DRGE favorecem a inibição da secreção gástrica, melhorando os sintomas e cicatrizando a esofagite.

Além dos medicamentos, mudanças comportamentais também devem complementar o tratamento, como:

  • Perder peso ou impedir ganho adicional quando aplicável;
  • Moderação na ingestão de alimentos ricos em gorduras, condimentados , cítricos, café, chá, chocolate, bebidas alcoólicas e que possuem gás;
  • Evitar refeições volumosas;
  • Não fumar;
  • Elevar a cabeceira da cama;
  • Não comer imediatamente antes de se deitar ou fazer exercícios físicos.

Casos cirúrgicos: em casos específicos avaliados pelo médico, o tratamento pode ser cirúrgico. A cirurgia antirrefluxo também é conhecida como fundoplicatura e consiste em envolver a parte superior do estômago em volta do esfíncter esofágico inferior, criando uma barreira que impede o refluxo.

Referências:

[1] http://www.sbmdn.org.br/doenca-do-refluxo-gastroesofagico-drge/


BR-7252 - Expiration Date: 25/11/2021

continuidade & check-up

O tratamento com acompanhamento médico deve ser feito até que os sintomas desapareçam. Mantendo hábitos saudáveis e uma alimentação adequada (veja as abas de prevenção e tratamento) é possível viver com maior bem-estar e conforto. 

Se, depois de um tempo, surgir algum desconforto, é importante voltar para uma consulta de avaliação com o seu médico. 

voltar

Por que o refluxo pode voltar?

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A importância de seguir corretamente o tratamento indicado pelo seu médico

Quem nunca comeu demais, que atire a primeira pedra! Seja em uma festa entre família e amigos ou uma ocasião especial, em um restaurante, podemos acabar exagerando na comida e, por vezes, no mesmo dia ou no dia seguinte, acabar sentindo aquela queimação. Esses exageros, em especial quando repetidos, podem trazer problemas sérios para sua saúde.

Quando a azia/queimação pode ser sinal de alerta?

A popular azia/queimação é comum. É aquela sensação de queimação que parece surgir no estômago e subir até a garganta. Contudo, se temos esse sintoma com frequência, podemos estar sofrendo da doença do refluxo gastroesofágico.

O que seria a doença do refluxo gastroesofágico?

A doença ocorre basicamente por uma diminuição da pressão do fechamento do chamado esfíncter esofagiano inferior, uma espécie de anel que contrai e fecha a passagem do alimento entre o esôfago e o estômago, para que não possa voltar (1, 2). Com o fechamento incompleto, parte do alimento e o suco gástrico entram em contato com a parede do esôfago, causando uma sensação de queimação e podendo chegar até a garganta e causar um gosto azedo e ácido na boca. Se não tratada, pode se agravar e causar inflamação crônica com formação de “feridas” no esôfago (conhecidas como úlceras). Ao longo de muitos anos, essas úlceras podem aumentar o risco de câncer do esôfago (2).

Como é o tratamento?

É importante você procurar um médico para avaliar o seu caso. O tratamento tem dois pilares: intervenções não medicamentosas e medicamentosas. As intervenções não medicamentosas devem abordar excesso de peso, hábito de fumar, hábito de ingerir bebidas alcoólicas e estresse (3). Assim, a adoção de um estilo de vida mais saudável, sempre procurando limitar a ingestão de alimentos gordurosos, diminuir o uso de cigarro e álcool e adoção de uma rotina de atividades físicas pode auxiliar a pessoa a amenizar os sintomas. Outras recomendações, como elevar a cabeceira da cama e evitar líquido nas refeições, também são válidas (4). Procure fazer refeições mais leves e evite alimentos que podem relaxar o esfíncter do esôfago, como chocolates e alimentos gordurosos à noite. O segundo pilar de tratamento é o medicamentoso. A função dos remédios é de diminuir a produção de ácido pelo estômago, podendo ser associados a outros medicamentos que diminuem o tempo que o alimento fica nele e outros que neutralizam o ácido do suco gástrico, aliviando a a sensação de queimação (2, 4).

Seguindo a recomendação do meu médico, vou melhorar?

Muito provavelmente, sim, mas fique atento aos seus sintomas durante e após o tratamento indicado. Se os sintomas persistirem, piorarem ou retornarem, procure seu médico para uma reavaliação!

Por quanto tempo devo seguir o tratamento médico?

É claro que pode variar de caso a caso. Como regra geral podemos dizer que as medidas não farmacológicas devem seguir para o resto da vida! Sim, acredite, esse seria o ideal. Pois há uma tendência de relaxarmos quando os sintomas desaparecem, não é mesmo? Nesse caso, o nosso “relaxamento” pode reacender o problema! O tratamento medicamentoso poderá ser indicado por um tempo limitado (ex. 8-12 semanas) ou por um período prolongado (ex. alguns anos).Novamente, recomendamos que você converse com seu médico para ver qual é a melhor abordagem para seu caso em particular.

O que eu ganho com o controle da doença?

Além dos nossos parabéns, com a doença sob controle você poderá evitar complicações crônicas do refluxo, algumas delas graves, como o fechamento do esôfago (chamada de estenose esofágica) ou mesmo o câncer de esôfago!

Quais os maiores desafios que vou enfrentar?

Acreditamos que manter o foco e a adesão das medidas não medicamentosas e medicamentosas no longo prazo pode ser muito difícil, em especial quando os sintomas desaparecem com o tratamento inicial. Porém, caso o seu médico indique tratamento continuado, ele tem boas razões para tal! Mantenha o foco e a motivação. Peça ajuda a familiares e amigos e siga em frente com o problema controlado! Tenha em mente que o sucesso do tratamento depende do seu engajamento em seguir as recomendações do seu médico. Caso haja persistência ou os sintomas retornem, procure seu médico para uma reavaliação. Ele poderá indicar a melhor conduta!

Referências


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