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o que é

Um tumor maligno que se desenvolve nos seios por consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células dessa região e que passam a se dividir descontroladamente. Essas células podem ser dos lobos mamários, das células produtoras de leite ou dos ductos por onde é drenado o leite.

Os tipos mais comuns são:
Carcinoma ductal in situ diagnosticado em fase inicial e que geralmente não possui capacidade de desenvolver metástase;
Carcinoma ductal invasivo que é um tipo bastante comum e com capacidade de desenvolver metástase;
Carcinoma lobular invasivo, que apresenta risco de desenvolvimento de câncer na outra mama e também ao câncer de ovário.

Além de cirurgia, o tratamento do câncer de mama pode envolver quimioterapia, radioterapia ou hormonioterapia, dependendo do estágio da doença e das condições clínicas do paciente.

tratamento

É possível que pacientes com doenças no mesmo estágio possam ser submetidos a tratamentos diferentes e a indicação de tratamento feita pelo oncologista deve ser individualizada e de acordo com as possibilidades, riscos e benefícios de cada intervenção, mesmo o tratamento de câncer de mama sendo primordialmente cirúrgico e complementado com radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.

A cirurgia conservadora ou quadrantectomia é geralmente indicada no estágio inicial da doença, com retirada parcial da mama. Já a mastectomia, que é a retirada total da mama, é indicada para pacientes que apresentam tumores avançados e que já foram submetidos a tratamento com radioterapia em região mamária ou torácica anteriormente.

 O procedimento cirúrgico também poderá ser realizado na região das axilas para a retirada de um ou mais gânglios que apresentam risco de ser acometidos pelas células cancerígenas.

Já a radioterapia utiliza uma radiação capaz de matar ou diminuir os tumores e é indicada para os tumores que ainda não se espalharam e também nos casos em que o câncer de mama não pode ser retirado completamente com a cirurgia.

O tratamento com quimioterapia utiliza medicamentos orais ou intravenosos com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Existe também a hormonioterapia, que é a administração de comprimido via oral por um período de cinco anos. O tratamento é normalmente indicado para pacientes com receptores hormonais positivos, diagnosticados no laudo da biópsia.

Atualmente, as terapias-alvo com a utilização de medicamentos que atuam diretamente contra as células cancerígenas pode ser um procedimento quando o paciente possui alguma mutação especifica.

E a imunoterapia, feita com o uso medicamentos injetáveis que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.

O acompanhento pós-diagnóstico e tratamento é feito a cada seis meses nos primeiros cinco anos e anualmente depois desse período com o fim de prevenir possíveis complicações e os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa.

reações

O câncer é uma doença que costuma afetar diretamente a saúde física e emocional dos pacientes porque o procedimento cirúrgico e os métodos terapêuticos podem mexer diretamente com a vaidade e confiança de toda a família. Sintomas como perda de cabelo, náuseas, diminuição do desejo sexual, fraqueza e hematomas pelo corpo podem ser apresentados.

Queda de cabelo, náuseas, perda do apetite e cansaço excessivo são algumas reações percebidas em diversos pacientes, principalmente no tratamento com quimioterapia.

Pacientes que passam por radioterapia também podem apresentar alterações e vermelhidão na área da pele em que recebe a radiação, além de tosse e dor de garganta.

No caso das terapias-alvo, é comum o paciente apresentar vermelhidão na pele e diarreia.

E na hormonioterapia, o fato de ele eliminar o efeito de determinado hormônio no organismo, podem surgir outros sintomas tais como ondas de calor pelo corpo, impotência sexual, ressecamento ou irritação vaginal, além de alterações dos níveis das gorduras do sangue, ganho de peso e maior risco de se desenvolver trombose.

É possível aliviar esses efeitos colaterais?
Sim. O médico responsável pode receitar medicações que aliviam os possíveis efeitos de cada tratamento e é importante lembrar que as consequências causadas pelos diferentes tratamentos normalmente desparecem com a sua finalização.  Por isso, não desanimar é o mais importante para a eficácia do tratamento.

cuide-se

Retirar parte ou totalmente a mama, bem como passar por tratamentos com efeitos colaterais incômodos, afetam diretamente a saúde física, emocional e psicológica dos pacientes. O portal Fazbem quer trazer dicas de como enfrentar o dia a dia da doença.

A região das mamas está diretamente relacionada a sexualidade, maternidade e feminilidade. A reconstrução pode trazer conforto para a paciente, mas nem sempre o procedimento pode ser realizado junto com a retirada do nódulo. Caso não seja possível, algumas lojas especializadas em artigos médicos oferecem próteses externas que colaboram com a inclusão social da paciente.

Em alguns tratamentos, é possível ter que encarar a queda de cabelo, o que pode ser uma excelente oportunidade para inovar no visual. Perucas naturais e lenços de várias cores e estampas podem trazer de volta a confiança e a autoestima.

Manter-se ativo pode ser uma forma eficaz de se combater a doença. Por isso, respeite os dias de repouso necessários durante o tratamento, mas lembre-se sempre que não é preciso abandonar o trabalho ou convívio com familiares e amigos.

O bom humor e a positividade são importantes para o bom resultado na luta contra o câncer de mama. Muito médicos têm acompanhado pacientes que respondem melhor ao tratamento quando participam de grupos online de vítimas da doença e que contam com a confiança no ciclo familiar e de amizades para se fortalecer.

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Sua vida cor de rosa. A importância da mamografia e o Outubro Rosa

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Sua vida cor de rosa. A importância da mamografia e o Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento de conscientização da mulher amplamente conhecido. Criado nos Estados Unidos na década de 90 com o objetivo de alertar as mulheres da importância do diagnóstico precoce e da prevenção do câncer de mama, o charmoso mês de outubro chama a atenção dessa temida doença com intervenções "cor de rosa" em muitas cidades do Brasil e do mundo(1).

No nosso país, excluindo o câncer de pele não melanoma - o câncer de mama é o câncer mais frequente nas mulheres, representando 28% dos casos de câncer feminino (1, 2). Os números são preocupantes, cerca de 14 mil mulheres tiveram suas vidas interrompidas precocemente em vista desta doença somente em 2013 no Brasil (3).

Estes números representam o quão importante é se prevenir com a detecção precoce da doença. A doença diagnosticada no início pode ser curada em mais de 90-95% dos casos (4).

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a mamografia deve ser realizada a partir dos 40 anos uma vez por ano. A mamografia pode reduzir as mortes por câncer de mama em até 30%(2). A mulher com forte história familiar de câncer de mama e/ou ovário deve procurar orientação médica porque nessas famílias pode ser necessário começar os exames preventivos antes dos 40 anos(5). Saiba mais na matéria sobre o "Câncer de Mama Hereditário".

Então, você tem mais de 40 anos? Já fez sua mamografia esse ano? Se ainda não fez, aproveite o mês de outubro para fazer o exame. Lembre-se que é melhor prevenir do que remediar!

Referências

  1. INCA. "OUTUBRO ROSA 2016". Disponível em: http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/outubro-rosa.asp. Acessado em 08/08/2018.
  2. OPAS. "Movimento outubro rosa". Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com content&view=article&id=4710:moviment o-outubro-rosa&Itemid=839. Acessado em 08/08/2018.
  3. Exame. "10 números preocupantes sobre câncer de mama no Brasil e no mundo". Disponível em: https://exame.abril.com.br/brasil/cancer-de-mama-brasil-mundo/. Acessado em: 08/08/2018.
  4. Howlader N, Noone A, Krapcho M, Miller D, Bishop K, Altekruse S, et al. SEER Cancer Statistics Review, 1975-2013, National Cancer Institute. Bethesda, MD. 2016.
  5. Urban LABD, Schaefer MB, Duarte DL, Santos RPd, Maranhão NMdA, Kefalas AL, et al. Recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para rastreamento do câncer de mama por métodos de imagem. Radiologia Brasileira. 2012;45:334-9.


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