O câncer de pulmão é a neoplasia mais diagnosticada no mundo, segundo estimativa do INCA ele cresce cerca de 2% por ano. Só no ano de 2018 foram totalizados 2 milhões de casos de câncer de pulmão pelo mundo. Em 85% dos casos, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco.

Apesar dos dados negativos, esse tumor é totalmente curável quando o diagnóstico é precoce e o tratamento, adequado. Estudos indicam uma tendência de diminuição na mortalidade em homens de diferentes países, com percentual anual médio de -3,6 e -1,1% no período de 2007 a 2017.

o que é

Estudos indicam uma tendência de diminuição na mortalidade em homens de diferentes países, com percentual anual médio de -3,6 e -1,1% no período de 2007 a 2017.

Os especialistas dividem o câncer de pulmão em dois tipos: carcinoma de células não pequenas e carcinoma de células pequenas.

  • Carcinoma de células não pequenas: corresponde a cerca de 85% dos casos. Ele tem dois subtipos principais: o adenocarcinoma e o carcinoma de células escamosas. Há outros subtipos, mas são mais raros.
  • Carcinoma de células pequenas: esse tipo de câncer corresponde a, aproximadamente, 15% dos casos.

tratamento

A detecção precoce do câncer de pulmão é essencial para a cura do tumor. Assim o tratamento se torna mais eficaz e o risco de óbito reduz consideravelmente. O diagnóstico conclusivo depende da realização de uma biopsia. Normalmente, os médicos solicitam esse exame depois de detectar algo suspeito em uma tomografia ou radiografia do tórax. Nesses casos, é possível a confirmação do tumor ou de um processo benigno, como uma infecção ou até mesmo uma cicatriz.

O tratamento difere dependendo do tipo de câncer de pulmão. Os especialistas precisam considerar alguns aspectos da doença como, por exemplo, as condições médicas do paciente e a extensão que se encontra a doença, isto é, se o tumor comprometeu outros órgãos.

A depender dos aspectos da doença e da condição do paciente, os médicos podem indicar os seguintes tratamentos contra o câncer de pulmão:

  • Cirurgia (lobectomia, pneumectomia e segmentectomia);
  • Cirurgia vídeo-assistida;
  • Radioterapia;
  • Radioterapia por SBRT;
  • Ablação por rádio frequência;
  • Quimioterapia;
  • Imunoterapia;
  • Terapia-alvo.

reações

Os efeitos colaterais do tratamento do câncer de pulmão estão relacionados com o tipo de tratamento escolhido pelo médico, o estado de saúde do paciente, o estágio da doença e ao medicamento administrado.

Esses efeitos podem ser muito leves ou mais sérios. Alguns efeitos colaterais incluem:

  • Perda de cabelo;
  • Inflamações na boca;
  • Perda de apetite;
  • Náuseas, vômitos e diarreia;
  • Infecções devido a diminuição dos glóbulos brancos;
  • Hematomas ou hemorragias;
  • Fadiga devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

cuide-se

A prevenção mais eficaz contra o câncer de pulmão é evitar ou eliminar o uso de produtos derivados de tabaco, uma vez que essa ação reduz a taxa de mortalidade e de incidência da doença. Outros cuidados válidos são evitar ambientes poluídos, tratar de forma correta as infecções respiratórias e considerar o histórico familiar.

É muito importante que os pacientes tenham um acompanhamento médico depois de realizar a cirurgia, a fim de prevenir um novo diagnóstico, pois o câncer de pulmão, assim como os outros tumores, pode voltar a se manifestar mesmo depois de sua retirada. A incidência é mais comum no tipo de câncer de pulmão de não pequenas células.

Muitos médicos recomendam a realização de tomografias a cada 6 - 12 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento. Se o câncer retornar em algum momento, suas opções de tratamento dependerão da localização do tumor, de quais tratamentos já foram realizados e de seu estado de saúde geral.