De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que, por ano, mais de 10 mil novos casos de leucemia sejam registrados no Brasil entre homens e mulheres. Apesar de ser tratada comumente apenas como “Leucemia” pelo público em geral, existem mais de 12 tipos de leucemia que se diferenciam de acordo com a velocidade que a doença evolui e se torna grave.

O diagnóstico precoce desse tipo de câncer, assim como na maioria dos casos, possibilita resultados melhores no tratamento do paciente.

Referências:

[1] https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia


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o que é

Geralmente de origem desconhecida, a leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos/leucócitos, células de defesa do organismo que destroem os agentes estranhos. Sua principal característica é o acúmulo de células doentes na medula óssea .

A medula óssea é um tecido esponjoso que envolve os ossos, costelas, bacia e crânio, sendo popularmente conhecida por tutano. Ela é responsável pela fabricação de todas as nossas células sanguíneas .

De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que, por ano, mais de 10 mil novos casos de leucemia sejam registrados no Brasil .

As leucemias podem ter vários tipos que se diferenciam de acordo com a velocidade que a doença evolui e se torna grave. As mais comuns são a leucemia linfoide aguda ou crônica (originária dos linfócitos) e a leucemia mieloide aguda ou crônica (originária dos neutrófilos). Conforme a gravidade da doença, elas podem ser agrupadas em:

  • Crônicas: se desenvolvem de forma mais lenta. Quando o número de células leucêmicas aumenta, o paciente apresenta inchaço nos linfonodos (ínguas) ou infecções . 
  • Aguda: o número de células leucêmicas cresce de maneira rápida e a doença agrava-se num curto intervalo de tempo .

tratamento

O exame que pode levar o médico a suspeitar de leucemia é o hemograma completo, que aponta o número de glóbulos brancos presentes no organismo. O tratamento da leucemia tem o objetivo de destruir as células leucêmicas para que a medula óssea volte a produzir células normais . 

Outros exames podem ser solicitados pelo médico para estabelecer o tipo de leucemia que o paciente desenvolveu, como a citometria de fluxo e a citogenética. Para um diagnóstico definitivo, o médico provavelmente solicitará um exame de medula óssea (mielograma) .  

A cura total da leucemia é alcançada com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central. Em alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea .

O tratamento é feito em etapas. A primeira dura aproximadamente dois meses, e tem como objetivo induzir a remissão completa, após a poliquimioterapia. Porém, pesquisas apontam que, mesmo depois dessa etapa, ainda restam células leucêmicas no organismo. Por isso, é recomendado a continuação do tratamento para não haver recaída . 

Nas etapas seguintes, o tratamento depende do tipo de célula afetada pela leucemia. Nas linfoides, o tratamento pode durar mais de dois anos, e nas mieloides, menos de um ano . 

reações

Infelizmente a quimioterapia não ataca só as células cancerígenas, elas atacam as células normais também. Isso leva o nosso organismo a desenvolver alguns efeitos colaterais. Geralmente os efeitos são de curto prazo e tendem a desaparecer depois do tratamento .

Os efeitos mais comuns causados pelas drogas administradas durante o tratamento da leucemia são:

  • Perda de cabelo e apetite;
  • Inflamações na boca;
  • Náuseas, diarreia e vômitos;
  • Infecções;
  • Hematomas ou hemorragias;
  • Fadiga;
  • Neuropatia;
  • Secura nos olhos;
  • Problemas de equilíbrio e coordenação;
  • Leucemia mieloide aguda;
  • Síndrome de lise tumoral.

Referências:

[1] https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia


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cuide-se

As causas da leucemia ainda não estão definidas, mas podemos citar alguns fatores que oferecem risco para o desenvolvimento de alguma leucemia em específico:

  • Tabagismo: leucemia mieloide aguda;
  • Radiação (radioterapia, raios X): leucemia mieloide aguda e crônica e leucemia linfoide aguda;
  • Síndrome de Down e outras doenças hereditárias: leucemia aguda;
  • Benzeno (encontrado na fumaça do cigarro, gasolina e largamente usado na indústria química): leucemia mieloide aguda e crônica, leucemia linfoide aguda;
  • Quimioterapia (algumas classes de drogas): leucemia mieloide aguda e leucemia linfoide aguda;
  • Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas: leucemia mieloide aguda.
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