Linfoma é um tipo de câncer que ataca as células do nosso sistema linfático. O sistema linfático faz parte do nosso sistema imunológico, que é um conjunto de linfonodos/gânglios e tecidos que produzem as células responsáveis por defender nosso organismo de doenças e infecções.

A incidência do linfoma é maior nos homens. A estimativa é de que foram 10.180 novos casos em 2018, sendo 5.370 homens e 4.810 mulheres, segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer.

Referências:

[1] https://www.bp.org.br/centros-de-especialidades/oncologia/doencas/linfomas


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o que é

Existem dois tipos de linfomas: o linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. Eles se diferem pois possuem algumas peculiaridades.

O linfoma de Hodgkin se espalha de forma ordenada por meio dos vasos linfáticos, origina-se com mais frequência nas regiões do pescoço e do tórax e possui dois subtipos:

  • Linfoma de Hodgkin Clássico, que pode ser subdividido em esclerose nodular, celularidade mista, depleção linfocitária e rico em linfócitos.
  • Linfoma de Hodgkin, com predomínio linfocitário nodular.

Os linfomas de não-Hodgkin englobam todos os outros linfomas, incluindo os cutâneos. A doença se espalha de forma não ordenada e se torna mais comum à medida que as pessoas envelhecem.

tratamento

O tratamento para combater o linfoma depende muito do estágio e do tipo da doença, além do estado de saúde do paciente.

A quimioterapia com múltiplas drogas é o tratamento mais utilizado para os linfomas e ela pode ser administrada com a terapia biológica, imunoterapia (uso de medicamentos que têm um alvo específico para um componente que há nas células do linfoma) ou radioterapia, que reduz os tumores em locais específicos, alivia os sintomas e reforça o tratamento quimioterápico. Também podem ser utilizadas terapia alvo, transplante de células-tronco e, em casos especiais, cirurgia. 

O transplante de medula óssea, geralmente, é feito em pacientes propensos a recidivas (recaídas). Em linfomas com grande risco de invasão do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), é recomendado a terapia preventiva com quimioterapia ou radioterapia no cérebro e na medula espinhal.

reações

A preocupação pós tratamento é um sentimento natural entre os pacientes com linfoma. Muitos temem uma recidiva, quando o câncer volta a aparecer, ou metástase. É recomendado que os pacientes façam visitas periódicas aos médicos, para o acompanhamento do seu estado de saúde.

O número de glóbulos brancos é reduzido durante o tratamento, por isso algumas medidas são importantes para evitar o desenvolvimento de infecções:

  • Lave as mãos com frequência;
  • Evite frutas frescas, vegetais crus e outros alimentos que possam conter germes;
  • Evite contato com flores e plantas;
  • Certifique-se de que outras pessoas lavaram suas mãos antes de tocar em você;
  • Evite multidões e contato com pessoas doentes.

cuide-se

No caso de linfoma, assim como nos outros tipos de câncer, uma dieta rica em vitaminas e nutrientes pode ajudar a prevenir o aparecimento da doença. Como os linfócitos são células do sistema imunológico, alterações nesse sistema acabam sendo um risco. Pessoas com deficiências imunológicas, doenças autoimunes e infecções crônicas têm maior propensão a desenvolver a doença.

Outro efeito preventivo é evitar a exposição de elementos químicos cancerígenos. Algumas substâncias químicas estão associadas à ocorrência da doença, como agrotóxicos, aminas aromáticas, benzidina, benzeno, bifenil policlorado, tetracloreto de carbono, solventes orgânicos, radiação ionizante, ultravioleta etc.

No tipo de câncer linfoma Hodgkin, não há medidas de prevenção, mas é importante nos dois tipos de linfoma o acompanhamento médico com a realização de exames periódicos. Quando o paciente tem um diagnóstico precoce, as suas chances de cura aumentam.