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As mulheres têm dois ovários e as suas funções são a produção de óvulos e dos hormônios estrógeno e progesterona.  É característico do câncer de ovário o desenvolvimento de um tecido doente nesse órgão. 

Basicamente, a célula onde o câncer se inicia acaba determinando o tipo da doença, que pode ser:
Tumores Epiteliais, que começam nas células que cobrem a superfície externa do ovário.
Tumores de Células Germinativas, que se iniciam a partir das células que produzem os óvulos.
Tumores Estromais, que surgem a partir de células que formam o ovário e que produzem os hormônios estrogênio e progesterona.

Além da hereditariedade, mulheres que não tiveram filhos ou que nunca amamentaram, que apresentaram menopausa com idade acima dos 55 ou que já passaram por um câncer de mama, têm mais risco de desenvolver a doença.

O diagnóstico nem sempre é fácil e costuma ser facilmente confundido com um problema gastrointestinal porque geralmente o paciente apresenta sinais como inchaço abdominal, constipação e alterações no apetite.

O tratamento da doença pode variar de acordo com as condições fisiológicas da mulher e do estágio da doença.

tratamento

O diagnóstico do tumor é feito por meio de biópsia e o tratamento depende do tipo e estágio da doença. O tratamento leva em consideração a idade, a saúde geral e o desejo de ter filhos de mulheres jovens e em período fértil.

A cirurgia é o tratamento mais eficaz no combate ao câncer de ovário. Entretanto, depende do estágio e dimensões do tumor, podendo ser necessário a remoção de apenas um ovário e uma trompa ou até mesmo apenas a retirada de tecidos intestinais afetados.

Para as mulheres que precisam retirar ambos os ovários, é possível ainda preservar um ou mais óvulos saudáveis para a aplicação de técnicas de fertilização.

Tanto a quimioterapia quanto a radioterapia também podem ser combinadas ao tratamento cirúrgico, e ambos os tratamentos têm o intuito de impedir a multiplicação das células cancerígenas e de diminuir o crescimento do tumor.

Os medicamentos da quimioterapia podem ser tomados via oral, intravenosa ou através de um tubo introduzido no abdômen por onde será administrada a medicação diretamente na região afetada. No caso da radioterapia, utiliza-se uma radiação de alta energia que é aplicada sob o local afetado.

Câncer de ovário que possui mutações específicas também pode ser tratado com terapia-alvo, um tipo de medicação que atua diretamente contra as células cancerígenas.

Já a imunoterapia também pode ser feita com o uso medicamentos injetáveis e que servem para estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater essas células.

Os efeitos colaterais de cada terapia podem ser indesejados e variam de baixa imunidade e propensão a viroses como também perda de cabelo, dificuldade para caminhar, urinar, entre outros. Em todo o tratamento, é importante conversar com o médico responsável para tentar aliviá-los.

reações

No pós-cirúrgico, é normal que a mulher apresente problemas urinários ou intestinais tanto a constipação como o inverso, além de dificuldade para urinar. O desejo sexual pode ficar comprometido e, independente da idade da paciente, pode haver sintomas da menopausa, como alterações de humor, acúmulo de gordura no abdome e calores.

Como fica a menstruação depois da cirurgia?
As mulheres que necessitem remover os dois ovários e o útero inteiro não irão mais menstruar. Para as que tenham retirado apenas um dos ovários o ciclo menstrual permanece normal e de acordo com o período fértil.Se o médico juntamente com a paciente optar por tratamentos de quimioterapia e radioterapia podem ocorrer queda de cabelo, vômitos, perda do apetite e cansaço excessivo sendo constatadas outras reações na área da pele em que se recebe a radiação, além de tosse e dor de garganta.

Quando as terapias-alvo são utilizadas, é comum aparecer vermelhidão na pele e diarreia e, no caso da imunoterapia, alguns pacientes podem desenvolver doenças autoimunes.

A eficácia do tratamento muitas vezes depende da confiança em si e no médico responsável.

cuide-se

Como o processo de tratamento e de recuperação da doença pode ser estressante, muitas mulheres sentem-se à vontade ao conversar com outras pacientes também diagnosticadas com a doença. Por isso, caso sinta necessidade, procure um grupo da região ou apoio profissional de psicólogos e terapeutas que complementem o tratamento.

Independente do tratamento escolhido, os pacientes nesta patologia costumam apresentar problemas intestinais e urinários e, beber bastante água e manter-se hidratada, pode aliviar esses sintomas e evitar o cansaço excessivo. 

Os hábitos saudáveis também devem prevalecer durante todo o tratamento. Por isso, procure dormir bem, manter uma dieta equilibrada e praticar os exercícios físicos indicados por um especialista e que podem aumentar o bem-estar e amenizar os sintomas causados pelo tratamento da doença.

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Médico geneticista e o caso da atriz Angelina Jolie que perdeu a mãe de câncer de ovário aos 56 anos!

quarta-feira, 05 de dezembro de 2018

Quem é o médico geneticista?

A genética médica é uma das mais de 50 especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina no Brasil. O médico geneticista precisa estudar 3 anos para obter o título da especialidade no país (1). Mas como é o processo de aconselhamento genético para câncer de mama e ovário? Para saber mais a diferença entre um caso de câncer esporádico e um caso de câncer hereditário, clique.

Como é a consulta com o médico geneticista?

Um teste genético não é exame que qualquer médico consegue interpretar adequadamente. A consulta médica de aconselhamento genético é dividida em 2 etapas:

  1. Aconselhamento antes do exame (chamada de pré-teste)

    É a oportunidade do médico de avaliar o risco individual da mulher (antes do exame) baseado na sua história familiar e história pessoal de doenças. Trocando em miúdos, é a boa e velha consulta médica completa!

  2. Aconselhamento após o exame (chamado de pós-teste)

    É a etapa que o médico conversa com a paciente o resultado do exame genético. Quais são as implicações do resultado positivo para a mulher? E se o teste for negativo? Quais os riscos para a paciente? Há riscos para seus familiares também? Existe algum procedimento médico que ela deve considerar fazer? Você precisa de um seguimento médico com exames preventivos individualizado (ex. ressonância mamária)? Em caso positivo, a partir de que idade?

Quer saber quando o médico costuma indicar a testagem genética? Clique.

Entenda o caso da atriz Angelina Jolie

Em 2013, o caso da atriz Angelina Jolie ganhou destaque na mídia leiga (2).

A importância da forte história familiar de câncer: Angelina Jolie perdera sua mãe de câncer de ovário aos 56 anos. A atriz também perdeu sua avó e uma tia materna de câncer em idades precoces;

Qual é o gene de Angelina Jolie?

A atriz é portadora do gene BRCA1 com defeito ou “mutado”; Risco de ter câncer de mama: os médicos estimaram que a atriz tinha 87% de chance de vir a ter câncer de mama ao longo da sua vida;

O que a atriz decidiu fazer para diminuir seu risco de ter câncer de mama?

Em 2013 Angelina Jolie realizou preventivamente a retirada das duas mamas. Com esse procedimento, os médicos estimaram que seu risco caiu de 87% para somente 5% de vir a desenvolver câncer de mama; E qual era o risco de a atriz ter câncer de ovário? As estimativas foram de 50% de chances de vir a ter câncer de ovário durante sua vida;

Nesse caso, o que a atriz fez para reduzir o risco de ter câncer de ovário?

Em 2015 ela optou pela remoção dos 2 ovários após alguns exames apontarem uma pequena chance de câncer. As investigações não confirmaram tumor maligno e a cirurgia ocorreu sem problemas em março de 2015 (3).

Quer saber mais sobre síndromes hereditárias? Clique aqui!. Leia também sobre a mutação BRCA e o risco de câncer de próstata no homem. Clique aqui!.

Referências

  1. RESOLUÇÃO CFM Nº 2.149/2016. http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2016/2149_2016.pdf . Acesso em 30/08/2018., (2016).
  2. My Medical Choice. Angeline Jolie. https://www.nytimes.com/2013/05/14/opinion/my-medical-choice.html . Acesso em 30/08/2018. The New York Times. 2013.
  3. Angelina Jolie Pitt: Diary of a Surgery. Angelina Jolie. https://www.nytimes.com/2015/03/24/opinion/angelina-jolie-pitt-diary-of-a-surgery.html . Acesso em 30/08/2018. The New York Times. 2015.


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