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A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. Sua função é produzir um líquido que compõe parte do sêmen, que nutre e protege os espermatozoides.

Referências:

[1] https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-prostata


BR-7303 - Expiration Date: 25/11/2021

o que é

O câncer de próstata é o segundo com maior incidência entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele. Embora seja uma doença comum, alguns homens ainda não gostam de conversar sobre o assunto, o que dificulta na prevenção e no diagnóstico precoce da doença.

Um fator que dificulta o diagnóstico do câncer de próstata é o preconceito de alguns homens em realizar o exame de toque, que determina alguma alteração causada pelo tumor.

tratamento

O diagnóstico conclusivo é feito por meio de uma biópsia, que é indicada após a realização de um exame de sangue que avalia a dosagem de PSA (antígeno prostático específico) ou toque renal, um exame indolor que dura cerca de 15 segundos, em que, com o dedo protegido por uma luva lubrificada, o médico consegue tocar a próstata e verificar a existência de nódulos ou tecidos endurecidos que podem ser indicadores da doença em estágios iniciais.

Há várias opções de tratamento do câncer de próstata localizado (quando o tumor só atingiu a próstata e não se espalhou para outros órgãos). Elas vão desde um acompanhamento regular do paciente por meio de consultas e exames, radioterapia a até mesmo cirurgia.

Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para pacientes com dor acentuada em algum osso, a radioterapia no local é indicada, pois ajuda a minimizá-la.

Para doença metastática (quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento mais indicado é a terapia hormonal, que tem como objetivo diminuir os níveis de testosterona, hormônio que serve como alimento para o tumor.

Em alguns casos, quando a escolha recai sobre a radioterapia, pode ser necessária a administração de medicamentos hormonais, a fim de aumentar sua eficácia. Dependendo do perfil da doença e do paciente, pode ser administrado mais de uma modalidade de tratamento.

reações

O tratamento do câncer de próstata poder ser administrado com cirurgia ou radioterapia, ambos os métodos causam efeitos colaterais nos pacientes. Os efeitos mais comuns são: incontinência urinária e perda da função sexual, como disfunção erétil e infertilidade.

Os efeitos colaterais do câncer de próstata podem demorar cerca de um ano e meio para desaparecerem. Os pacientes podem recorrer a medicamentos ou tratamentos alternativos. Em casos mais graves, por exemplo, quando o paciente não consegue mais ter ereção natural, o médico pode sugerir um implante peniano.

cuide-se

A forma mais efetiva de prevenção é o acompanhamento médico periódico, para a realização dos exames. Alguns homens precisam redobrar os cuidados se estiverem dentro do grupo de risco, isto é, se apresentarem um ou mais dos fatores que aumentam o risco do câncer de próstata.

  • Idade: no Brasil, a cada dez homens diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos;
  • Histórico na família: homens cujo pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos;
  • Obesidade: estudos mostram maior risco de câncer de próstata em homens com peso corporal elevado;
  • Grupo étnico: homens negros apresentam um risco maior de desenvolver a doença e ter tumores mais agressivos.
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Minha alimentação pode ajudar na prevenção do câncer de próstata?

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Sim! A alimentação é o seu combustível, e a qualidade dela está diretamente relacionada à maneira como o seu corpo funciona. A cada refeição, você tem a opção de mantê-lo nutrido ou de introduzir substâncias potencialmente tóxicas, que podem aumentar o risco de desenvolver doenças — inclusive, o câncer de próstata.

Quais alimentos ajudam na prevenção?

Você já deve ter ouvido muito falar no tomate e na sua capacidade de prevenir o câncer de próstata, isso por conta uma substância antioxidante presente nele, o licopeno. Estudos vêm sendo realizados há décadas e, apesar de o tomate ter caído em descrédito por um tempo, pesquisas mais recentes sugerem que há uma relação entre seu consumo e o menor risco de desenvolver esse tipo de câncer (1). O problema é a quantidade de agrotóxico no tomate e a relação direta de agrotóxico com câncer. A soja também parece ter propriedades protetoras. Vários estudos observaram redução na incidência do câncer de próstata em homens que consumiam mais soja (1). O consumo de café também parece ser um fator protetor contra o câncer de próstata agressivo. Em um estudo, homens que bebiam seis ou mais xícaras de café ao dia tinham um menor risco de ter câncer de próstata letal. Dado interessante de um estudo foi que o benefício também foi encontrado em café descafeinado (2).

E quais alimentos aumentam o risco do câncer de próstata?

Os alimentos mais relacionados ao desenvolvimento de câncer na próstata são aqueles ricos em gordura de origem animal, como a carne vermelha e alguns laticínios (queijos, iogurtes e leites integrais). Está sendo estudada a correlação do desenvolvimento de câncer de próstata agressivo com o consumo de ômega 3 — tanto em peixes gordurosos como na forma de suplementos —, mas os resultados ainda devem ser validados em novos estudos (3). Apesar de existirem estudos que não conseguiram estabelecer correlação entre o consumo moderado de álcool e o surgimento do câncer de próstata, o consumo diário de grande quantidade (= 50g/dia) pode aumentar o risco de desenvolver um câncer de alto grau (1).

Vitaminas e suplementos fazem alguma diferença?

Existe relação entre o consumo frequente (mais de sete vezes por semana) de multivitaminas e o diagnóstico de câncer de próstata avançado, mas não se sabe se essa relação se deve à ação das vitaminas ou ao fato de esses homens apresentarem sintomas por mais tempo antes de a doença ser diagnosticada e terem se automedicado (1). Estudos indicam também uma possível correlação entre altos níveis de ácido fólico e vitamina B12 e o desenvolvimento de câncer de próstata (1). Não há evidências de que o selênio ou a vitamina E tenham um papel protetor. Aliás, a vitamina E pode até aumentar o risco de câncer de próstata (1). O zinco também, se consumido consistentemente por dez anos ou mais, pode aumentar esse risco (1). Um estudo examinou a correlação entre o consumo de laticínios e de cálcio com o câncer de próstata concluiu que os homens que mais ingeriam esses produtos tinham maior risco de desenvolver a doença. Por outro lado, os estudos que tentam esclarecer a correlação da vitamina D com o câncer de próstata têm, até o momento, resultados não-conclusivos(1). No próximo texto falaremos sobre o diagnóstico do câncer de próstata. Não perca!

Referências

  • Uptodate. “Risk factors for prostate cancer”. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/risk-factors-for-prostate-cancer. Acessado em: 21/10/2018.
  • Wilson KM, Kasperzyk JL, Rider JR, Kenfield S, van Dam RM, Stampfer MJ, et al. Coffee consumption and prostate cancer risk and progression in the Health Professionals Follow-up Study. Journal of the National Cancer Institute. 2011;103(11):876-84.
  • Brasky TM, Darke AK, Song X, Tangen CM, Goodman PJ, Thompson IM, et al. Plasma phospholipid fatty acids and prostate cancer risk in the SELECT trial. Journal of the National Cancer Institute. 2013;105(15):1132-41.


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