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o que é

A próstata é uma glândula masculina localizada abaixo da bexiga e na frente do reto, responsável pela produção de parte do líquido do sêmen para proteger e nutrir os espermatozoides.

O câncer de próstata ocorre quando as células dessa glândula se multiplicam e crescem descontroladamente. Geralmente, essa alteração é diagnosticada através de exames específicos como o toque retal, o exame de sangue com dosagem de PSA* e biopsia.
Quanto mais avançado é um tumor mais mutações ocorrem, aumentado a agressividade.

Como o desenvolvimento da doença é lento, as chances de cura são grandes quando a doença é descoberta no início. O tratamento depende do estágio da doença e da participação do paciente.

*Exame de sangue ao PSA: coleta sanguínea normal, mas com indicativo de Antígeno Prostático Específico (PSA),que é uma substância produzida pela próstata. Quando o resultado está elevado pode ser um indício de câncer de próstata.

tratamento

O câncer de próstata tem cura na maioria dos casos e os tratamentos podem ser de quimioterapia, radioterapia ou até mesmo cirúrgico para a retirada da glândula. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de sucesso.

O procedimento cirúrgico chamado prostatectomia radical, consiste na retirada total da próstata e dos linfonodos ao redor. A cirurgia pode ser feita por laparoscopia realizada por um médico cirurgião para a remoção da próstata, por meio da laparoscopia assistida por robótica, feita a partir de pequenas incisões no abdômen controlado através de braços robóticos e também por cirurgia perineal, mais invasiva pois é realizada através de uma incisão entre o ânus e o escroto. Em todos os procedimentos, o paciente deve utilizar um dreno para escoar a urina por um período de uma a três semanas após a cirurgia.

O tratamento radioterápico tem o intuito de diminuir ou eliminar o crescimento das células ruins através de radiações internas ou externas e é realizado a partir da captação de imagens por ressonância ou tomografia para que a região afetada receba uma radiação localmente no tumor. A braquiterapia ou implante intersticial é um procedimento realizado com o paciente sob sedação ou mediante anestesia local para a aplicação de material radioativo diretamente na próstata, utilizando pequenas agulhas na região do períneo*.

A terapia hormonal pode ser indicada tanto para pré-cirúrgicos com o intuito de tentar diminuir o tamanho do tumor, como um complemento à radioterapia, ou quando o câncer disseminou para além da próstata. O objetivo dessa terapia é interromper o fluxo de testosterona para as células cancerígenas e impedir o seu crescimento, podendo ser feito através de medicamento via oral, injetável ou procedimento cirúrgico.

A quimioterapia neste tipo de câncer geralmente é administrada quando o câncer já não está apenas concentrado na próstata e para combater a metástase em outros órgãos.

As terapias-alvo também podem atuar diretamente contra as células cancerígenas, porém o procedimento só é indicado quando o paciente possui alguma mutação especifica.

A imunoterapia é feita com o uso medicamentos injetáveis que servem para estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerosas.

Além dos efeitos colaterais indesejados comuns a todos os tratamentos de câncer, no caso de próstata é muito comum também a incontinência urinária, problemas de ereção, mas somente o seu médico oncologista ou urologista poderão dizer qual será o melhor tratamento e como controlar os sintomas.

*Períneo: região entre o escroto e o ânus.

reações

Vômitos, náuseas, perda do apetite e cansaço excessivo são algumas das reações mais percebidas em pacientes que passam pela quimioterapia ou radioterapia.  

No caso de tratamentos hormonais e cirúrgicos, alguns pacientes apresentam incontinência urinária e impotência sexual.

A impotência sexual durará para sempre?
Alguns pacientes podem demorar até 18 meses após o tratamento para ter a ereção natural novamente. Mas caso ela não ocorra, existem tratamentos alternativos, com medicamentos orais, autoaplicações e, para casos mais graves, o implante peniano.
Assim como as mulheres que estão em tratamento de câncer de ovário, alguns homens que pretendem ter filhos podem optar pelo congelamento do esperma para uma futura fertilização da mulher.

O médico responsável pode receitar medicações que aliviam os possíveis efeitos de cada tratamento. Por isso, não desanimar e ter confiança em si e no seu médico são essenciais para a eficácia do tratamento.

cuide-se

Ter um urologista de confiança para realizar exames preventivos antes, durante ou depois do tratamento da doença é primordial para a saúde do homem. Após a cura, o paciente deverá ter um acompanhamento pelos especialistas durante anos.

É normal que o câncer de próstata traga alguns medos e inseguranças para o paciente. Por isso, o acompanhamento psicológico e o apoio de amigos e parentes também é totalmente importante.

A fadiga excessiva costuma ser uma reação comum durante e após o tratamento. Para combater esse efeito, comece aos poucos e com alguns exercícios leves. Assim, além de manter-se mais saudável, você espanta a depressão e outros sintomas ruins.

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Minha alimentação pode ajudar na prevenção do câncer de próstata?

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Sim! A alimentação é o seu combustível, e a qualidade dela está diretamente relacionada à maneira como o seu corpo funciona. A cada refeição, você tem a opção de mantê-lo nutrido ou de introduzir substâncias potencialmente tóxicas, que podem aumentar o risco de desenvolver doenças — inclusive, o câncer de próstata.

Quais alimentos ajudam na prevenção?

Você já deve ter ouvido muito falar no tomate e na sua capacidade de prevenir o câncer de próstata, isso por conta uma substância antioxidante presente nele, o licopeno. Estudos vêm sendo realizados há décadas e, apesar de o tomate ter caído em descrédito por um tempo, pesquisas mais recentes sugerem que há uma relação entre seu consumo e o menor risco de desenvolver esse tipo de câncer (1). O problema é a quantidade de agrotóxico no tomate e a relação direta de agrotóxico com câncer. A soja também parece ter propriedades protetoras. Vários estudos observaram redução na incidência do câncer de próstata em homens que consumiam mais soja (1). O consumo de café também parece ser um fator protetor contra o câncer de próstata agressivo. Em um estudo, homens que bebiam seis ou mais xícaras de café ao dia tinham um menor risco de ter câncer de próstata letal. Dado interessante de um estudo foi que o benefício também foi encontrado em café descafeinado (2).

E quais alimentos aumentam o risco do câncer de próstata?

Os alimentos mais relacionados ao desenvolvimento de câncer na próstata são aqueles ricos em gordura de origem animal, como a carne vermelha e alguns laticínios (queijos, iogurtes e leites integrais). Está sendo estudada a correlação do desenvolvimento de câncer de próstata agressivo com o consumo de ômega 3 — tanto em peixes gordurosos como na forma de suplementos —, mas os resultados ainda devem ser validados em novos estudos (3). Apesar de existirem estudos que não conseguiram estabelecer correlação entre o consumo moderado de álcool e o surgimento do câncer de próstata, o consumo diário de grande quantidade (= 50g/dia) pode aumentar o risco de desenvolver um câncer de alto grau (1).

Vitaminas e suplementos fazem alguma diferença?

Existe relação entre o consumo frequente (mais de sete vezes por semana) de multivitaminas e o diagnóstico de câncer de próstata avançado, mas não se sabe se essa relação se deve à ação das vitaminas ou ao fato de esses homens apresentarem sintomas por mais tempo antes de a doença ser diagnosticada e terem se automedicado (1). Estudos indicam também uma possível correlação entre altos níveis de ácido fólico e vitamina B12 e o desenvolvimento de câncer de próstata (1). Não há evidências de que o selênio ou a vitamina E tenham um papel protetor. Aliás, a vitamina E pode até aumentar o risco de câncer de próstata (1). O zinco também, se consumido consistentemente por dez anos ou mais, pode aumentar esse risco (1). Um estudo examinou a correlação entre o consumo de laticínios e de cálcio com o câncer de próstata concluiu que os homens que mais ingeriam esses produtos tinham maior risco de desenvolver a doença. Por outro lado, os estudos que tentam esclarecer a correlação da vitamina D com o câncer de próstata têm, até o momento, resultados não-conclusivos(1). No próximo texto falaremos sobre o diagnóstico do câncer de próstata. Não perca!

Referências

  • Uptodate. “Risk factors for prostate cancer”. Disponível em: https://www.uptodate.com/contents/risk-factors-for-prostate-cancer. Acessado em: 21/10/2018.
  • Wilson KM, Kasperzyk JL, Rider JR, Kenfield S, van Dam RM, Stampfer MJ, et al. Coffee consumption and prostate cancer risk and progression in the Health Professionals Follow-up Study. Journal of the National Cancer Institute. 2011;103(11):876-84.
  • Brasky TM, Darke AK, Song X, Tangen CM, Goodman PJ, Thompson IM, et al. Plasma phospholipid fatty acids and prostate cancer risk in the SELECT trial. Journal of the National Cancer Institute. 2013;105(15):1132-41.


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