A respiração é a atividade essencial para manter o corpo equilibrado e funcionando bem. Na inspiração o oxigênio entra nos pulmões e na expiração o ar sai deles com dióxido de carbono.

Por ser um processo muito automático, é difícil prestarmos atenção, mas em um indivíduo normal, em repouso, de 12 a 20 vezes por minuto. É claro que isso pode variar de acordo com as atividades que estamos praticando, podendo diminuir ou aumentar.

As doenças respiratórias prejudicam esse funcionamento e, consequentemente, a qualidade de vida dos pacientes. O Programa FazBem preparou conteúdos especiais para cuidar da saúde da sua respiração e ajudar você a ter um dia a dia com mais bem-estar.

Referências:

[1] http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17324


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o que é

A asma acontece quando os brônquios, que são os tubos que levam o ar para dentro dos pulmões, ficam inflamados, dificultando a passagem do ar pelas vias aéreas. Fatores externos desencadeantes e/ou irritantes, como a poeira, podem piorar a asma.

É uma condição muito comum em todo o mundo e, de acordo com dados da OMS, o Brasil ocupa a 8ª posição mundial em prevalência de asma, variando de 10 a 20%, dependendo da região e da faixa etária consideradas.

A asma varia muito de pessoa para pessoa e até num mesmo indivíduo. Há momentos em que pode ser muito leve e os sintomas chegam a desaparecer, em outros em que pode piorar muito, necessitando atendimentos de emergência e até mesmo internação.  As crises de asma também podem variar, umas sendo mais fortes do que as outras. Por isso o acompanhamento médico é essencial.

sintomas

Geralmente os sintomas de asma pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em resposta à prática de exercícios físicos, exposição a alérgenos, poluição e mudanças climáticas. Fique atento aos sinais:

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Sensação de aperto no peito ou peito pesado;
  • Chio ou chiado no peito;
  • Tosse.

quem está sujeito

Características próprias do paciente podem ser fatores de risco para a asma, como:

  • Genética e histórico familiar;
  • Obesidade;
  • Idade e sexo (crianças do sexo masculino tem maior tendência de desenvolver a doença).


Também não podemos deixar de citar os fatores externos:

  • Exposição à poeira;
  • Infecções virais;
  • Alérgenos (ácaro, pólen, pelos de animais etc.);
  • Fumaça de cigarro;
  • Poluição;
  • Mudanças climáticas;
  • Exercícios físicos vigorosos;
  • Estresse emocional;
  • Alguns tipos de medicamentos.

Referências:

[1] http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/asma


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diagnóstico

Além da consulta clínica com o médico, o diagnóstico da asma é confirmado pelos exames físico e de função pulmonar (espirometria).

Na consulta, o médico pode fazer perguntas sobre episódios recorrentes de falta de ar e chiado no peito, se há episódios de tosse persistente principalmente a noite ou no início da manhã, se nota algum sintoma após exposição a mofo, poeira, animais etc., se alguém da família tem asma, alergia ou outros problemas respiratórios, entre outros assuntos.

Sempre que possível, é importante retornar ao médico, que solicitará a prova de função pulmonar para confirmar o diagnóstico e classificar a gravidade de cada caso. Em crianças de até os cinco anos, o diagnóstico é somente clínico, tendo em vista a dificuldade de realizar outros exames funcionais e complementares.

Referências:

[1] http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/asma


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prevenção

A asma não tem uma causa aparente, mas é possível prevenir que as crises aconteçam com algumas medidas simples no dia a dia:

  • Mantenha o ambiente limpo, evitando acúmulo de sujeira ou poeira;
  • Tomar sol, que estimula a produção de vitamina D. A deficiência dessa substância no corpo está relacionada a uma série de doenças do aparelho imunológico, como a asma;
  • Evitar cheiros fortes;
  • Tomar a vacina da gripe;
  • Não fumar;
  • Se agasalhar bem, principalmente na época de frio;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Beber bastante água;
  • Manter o peso ideal.
  • Referências:

    [1] http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/asma


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    tratamento

    O tratamento da asma tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente, controlando os sintomas e melhorando a função pulmonar. 

    É muito importante salientar que o tratamento para asma deve ser individualizado, já que a doença varia muito de pessoa para pessoa e até em um mesmo paciente. Muitas vezes, o mesmo tratamento pode ter a dose modificada de acordo com a necessidade apresentada naquele momento. 

    No geral, a asma é tratada com dois tipos de medicações:

    1. Manutenção (controle): trata a inflamação (causa da asma). Previne o aparecimento dos sintomas e evita as crises. Reduz a inflamação dos brônquios e evita a perda futura da capacidade respiratória. O uso desse tipo de medicação diminui muito ou até elimina a necessidade da medicação de alívio;
    2. Resgate (alívio): alivia os sintomas quando há uma piora da asma ou crise.

    Por ser uma doença inflamatória, utilizar apenas medicamentos para o alívio (resgate) não é suficiente. É essencial fazer o tratamento de manutenção em conjunto para tratar a inflamação e aliviar os sintomas.

    Além disso, o tratamento medicamentoso idealmente deve ser associado a medidas preventivas para evitar fatores que possam provocar a crise asmática.

    continuidade & check-up

    Ao longo da vida do paciente, a asma pode variar muito de acordo com o momento vivido. Isso quer dizer que o tratamento também deve ser adaptado. Por esse motivo, o acompanhamento médico regular é de extrema importância para a pessoa com asma.

    A maioria dos asmáticos pode ter uma vida normal, exatamente igual a de pessoas da mesma idade que não têm asma. Para isso, é preciso seguir algumas orientações:

    • Evitar o contato com gatilhos desencadeadores de crises como poeiras, fumaça de cigarro, pelo de animais, mofo, pólen etc;
    • Usar a medicação controladora de acordo com as orientações médicas;
    • Consultar periodicamente seu médico.

    Referências:

    [1] http://sbpt.org.br/portal/espaco-saude-respiratoria-asma/


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