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o que é

O câncer de pulmão é uma ‘quebra’ do funcionamento celular natural do pulmão, seja por exposição a fatores de risco ao longo dos anos ou pelo crescimento natural e desorganizado de células malignas.

O câncer de pulmão pode ser dividido em dois tipos, dentre outros:

Adenocarcinoma – começa nas células que produzem o muco e é normalmente encontrado nas áreas externas do pulmão. Este pode ser diagnosticado antes de se disseminar proporcionando um melhor prognóstico da doença.
Carcinoma de Células Escamosas – esse tipo de tumor começa nas células que revestem as vias aéreas do pulmão e é diretamente relacionado ao tabagismo, normalmente é encontrado na região central dos pulmões próximo aos brônquios.
Carcinoma de Grandes Células – presente em qualquer parte do pulmão, ele tende a crescer e se disseminar rapidamente o que em muitos casos dificulta o tratamento.

O tratamento da doença depende de alguns fatores, entre eles a extensão da doença e a imunidade do paciente para receber as medicações e os cuidados necessários.

Referências:

[1] Park K-S, et al. Cell Cycle 2011;10:2806-15.

[2] Travis W, et al. Small Cell Carcinoma. In: World Health Organization Classification of Tumours: Pathology and Genetics of Tumours of the Lung, Pleura, Thymus and Heart. IARC Press, 2004.
[3] http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/pulmao/33/
[4] https://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-de-pulmao/93-paciente/tipos-de-cancer/cancer-de-pulmao/172-cancer-de-pulmao-tipos

tratamento

O tratamento do câncer de pulmão varia de acordo com o tipo de câncer desenvolvido e o estágio em que a doença é descoberta. Para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células e restrito somente a este órgão, a cirurgia é a uma forma de controle da doença, mas nem sempre os casos diagnosticados são passíveis de tratamento cirúrgico.

Os tipos cirúrgicos mais comuns são:
A segmentectomia, que é a retirada de tumores pequenos, especialmente para pacientes que não possuem condições clínicas de serem submetidos a grandes procedimentos, seja por idade ou por função respiratória limitada;
A lobectomia, que realiza a retirada de parte do órgão onde se originou o tumor;
E a pneumectomia, quando há a necessidade de se retirar um dos pulmões.

Para tratamentos radioterápicos é possível expor o paciente à radiação externa de alta energia, que pode ser aplicada tanto de forma localizada com materiais radioativos nas células cancerígenas e em tecidos ao seu redor, como utilizando agulhas, cápsulas ou cateteres. Além disso, há também um tipo de radioterapia mais intensa que é geralmente indicada para tumores pequenos, a radiocirurgia, que apesar do nome não exige incisões*. A diferença é que esse tratamento costuma ser mais rápido que o convencional, pois aplica uma dose maior de radiação na região afetada com o intuito de necrosar as células tumorais.

Nos tratamentos quimioterápicos, é feita a administração do medicamento por injeção venosa ou cateter com o objetivo de destruir as células cancerígenas. Essa aplicação pode ser realizada em conjunto com outros tratamentos.

As terapias-alvo consistem na utilização de medicamentos que podem ser administrados por via oral, e atuam diretamente contra as células cancerígenas, porém o procedimento só é indicado quando o paciente possui alguma mutação especifica.

Há também a imunoterapia, que é feita com o uso de medicamentos injetáveis que servem para estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerosas.

Apenas o seu médico oncologista poderá determinar o melhor tratamento, e alguns deles podem gerar efeitos colaterais, tais como: náuseas, vômitos, perda de cabelo e falta de apetite.

* Incisões: realização de um corte em procedimento cirúrgico.

reações

Passar por um tratamento de combate ao câncer de pulmão pode não ser fácil, e algumas pessoas podem apresentar reações.

Queda de cabelo, vômitos, perda do apetite e cansaço excessivo são alguns dos efeitos colaterais percebidos em diversos pacientes, principalmente na quimioterapia, mas a confiança em si mesmo e nos especialistas é fundamental para um tratamento eficaz.

Pacientes que passam por radioterapia podem também apresentar alterações na área da pele em que recebe a radiação, além de tosse e dor de garganta.

As terapias-alvo podem causar vermelhidão na pele e diarreia. Já na imunoterapia alguns pacientes podem desenvolver doenças autoimunes.

É possível aliviar esses efeitos colaterais?
Sim. O médico responsável pode avaliar o caso e prescrever medicamentos que aliviam as possíveis reações de cada tratamento. É importante não desanimar e procurar sempre um estilo de vida mais saudável para a eficácia do tratamento.

cuide-se

Já é sabido que todos os tratamentos, cirúrgico, quimio e radioterápico podem exigir dos pacientes mais do que esforço físico, mental e força de vontade. Por isso, elencamos algumas dicas capazes de tornar o processo mais leve:

Adeus, cigarro!
Por mais difícil que seja largar o vício, para os tabagistas diagnosticados com câncer de pulmão, parar de fumar pode proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida.

Invista no seu estilo de vida
Fazer escolhas saudáveis no dia a dia e encarar a vida de uma nova forma é fundamental para ajudar na recuperação e combate à doença.

Quem é seu apoio emocional?
É importante encarar cada etapa concluída como uma conquista, mas como o tratamento pode trazer medo e insegurança, procure a ajuda de um psicólogo para fazer um acompanhamento e saber quais sentimentos são possíveis evitar. Muitas pessoas também se sentem mais confortáveis na companhia de um parente ou amigo nas consultas ou nos dias de tratamento.

Não desista.
As visitas ao consultório ou hospital são os momentos ideais para fazer perguntas, falar sobre qualquer sintoma que esteja sentindo, bem como as preocupações e vontades. Sempre que possível, conte com médicos, enfermeiros e especialistas para ajudar a encarar os desafios do diagnóstico, do tratamento e da recuperação bem como o combate da doença.

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Qualidade de vida com medicamentos de precisão

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Como fica a qualidade de vida com medicamentos de precisão contra o câncer de pulmão?

Com o advento de novas tecnologias para o combate ao câncer, vários pacientes podem contar com alternativas terapêuticas que permitem a manutenção da qualidade de vida, em especial nos casos em que a doença já se encontra em estado avançado. Um bom exemplo é a imuno-oncologia, que permite a identificação do tumor e o torna um alvo para que as próprias defesas do corpo possam destruí-lo (1). Existem, ainda, os inibidores de tirosina quinase, que atuam na prevenção da proliferação de células malignas (2).

Para ter uma ideia de quão significativa foi a introdução dessas novas tecnologias, estudos relacionados a outras indicações destes medicamentos mostram que pacientes tratados com agentes imunoterápicos podem viver até o dobro, em comparação aos que não receberam o mesmo tratamento(3). Outro ponto importante é a qualidade de vida que essas alternativas agregam ao reduzirem os efeitos indesejáveis provocados pela quimioterapia clássica. Por meio de questionários padronizados, é possível estimar uma melhora percebida pelos pacientes em diversos sintomas, como dor, cansaço e náusea, bem como nos aspectos social e emocional afetados pelo tratamento contra o câncer (4).

Outro ponto é que, frequentemente, o uso dessas medicações permite que o paciente tenha um tempo maior de estabilidade da doença. Ou seja: que viva um tempo maior sem que a doença progrida. Isso está ligado também diretamente à qualidade de vida, uma vez que o avanço da doença intensifica sintomas e, consequentemente, causa mais problemas — físicos, sociais e emocionais — ao paciente (4).

Esses medicamentos, no entanto, não oferecem apenas benefícios, apresentam também seus próprios efeitos adversos. Alguns exemplos no caso da imunoterapia são as dores musculares, dores de cabeça, ganho de peso e mudanças hormonais (5). Para os inibidores de tirosina quinase, alguns exemplos são a alteração do crescimento de pelos e cabelo, bem como queda de cabelo e vermelhidão facial (6).

É importante mencionar que, embora os medicamentos tenham seus efeitos adversos, eles são — em sua maioria — toleráveis. Isso significa que a intensidade dos efeitos não é grave (4, 6). Converse com o seu médico sobre as opções de tratamento. Ele é o profissional certo para orientar quais medicamentos podem — ou não — se aplicar ao seu caso!

E não perca nosso próximo texto sobre “Como parar de fumar ajuda o paciente em tratamento de câncer de pulmão”.

Referências


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